O Povo Cigano
O romani ou români (rromani ćhib) é o idioma dos Rom e dos Sintos, povos nômades geralmente conhecidos pela designação de ciganos. São originários da Índia e nos séculos X e XII andaram pelo Egito e pela Síria. Eram andarilhos, cantores, acrobatas e chamados de ciganos latachos, que significa, artista de circo.
A suposta dispersão dos ciganos pela Europa data de 1417, quando um bando de trezentos andarilhos, nômades, chegou na primeira etapa de uma peregrinação que durou cinquenta anos, imposta pelo rei da Hungria.
Alguns anos depois do aparecimento dos ciganos na Alemanha, a entrada dos Romanis em Paris foi proibida pelo papa, que excomungava quem estendia as mãos para serem lidas pelo povo de olhos selvagens, profetas sombrios. O mesmo aconteceu mais tarde na Espanha, e cinquenta anos mais tarde na Polônia e na Rússia, e em muitos outros.
É um povo livre e sem pátria, porém rico e firme em suas tradições. Do nascimento à morte existem tradições e ensinamentos deste povo tão místico e único. O casamento é uma das maiores comemorações do povo cigano, podendo durar de 3 a 7 dias. Os ciganos casam-se entre seus próprios clãs e não aceitam casamentos com gadjos. Geralmente são prometidos ainda criança e quando chegam à idade adulta as famílias unem-se. Existe todo um ritual na preparação da noiva, da comida, da bebida e da fogueira.
Quando a mulher cigana fica grávida, todos mudam seu comportamento com relação a ela. O enxoval só se prepara após o sexto ou sétimo mês de gravidez, a cigana trabalha e também dança. Ao nascer o bebê é lavado com ervas, água limpa, moedas e ouro, para trazer sorte e prosperidade. A criança cigana possui 3 nomes, o nome conhecido por todos, o nome de batismo e outro nome que sua mãe sopra ao seu ouvido ao nascer (considerado o verdadeiro nome) e só lhe é dito novamente quando atinge a maior idade.
A família é muito importante e tratada com muito respeito pelos ciganos. Os mais velhos são ouvidos e nunca contrariados, passam sua sabedoria e dotes para os mais novos do clã. Cada clã possui um Barô (líder) e um Kaku (sábio antigo). A morte é tratada de maneira peculiar. Acreditam que se foram ruins em vida podem ser arrebatados por Arangeloudhã, uma divindade cigana que castiga os que não foram bons. Por isso quando um cigano morre, é importante que no enterro se fale dele com afeto e gratidão. deverá ser enterrado com pompa, satisfazendo os seus pedidos feitos em vida para essa hora. Ao término do enterro, na casa do finado, é dado um banquete, onde fala-se do finado e faz-se tudo o que ele gostava. É feita uma Pomana, uma reunião feita periodicamente para acalmar o espírito e nela são servidos os pratos prediletos do finado.
A Kris Romani é sempre executada pela própria tribo, parentes e amigos, é muito firme mas, com a rigidez da justiça. Participam somente os homens da tribo, sendo liderada pelo Barô do clã. Nela são julgados os casos referentes à tribo, tradições quebradas e má conduta por parte de algum cigano. Ele é julgado e sentenciado pela tribo.

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